sexta-feira, 17 de agosto de 2018

SALGADO GRANDE: RELATOS DA HISTÓRIA

Larissa Luz de Jesus


Quarta publicação da série "A História Local e o Meu Lugar na História" traz a história da comunidade de Salgado Grande. Pesquisa desenvolvida por Larissa Luz de Jesus, estudante do terceiro ano do ensino médio da Escola Municipal Marcílio Teixeira.


         Salgado Grande é um pequeno povoado do município de Manoel Vitorino, formado inicialmente por seis famílias de prenomes Erpide Teixeira, Antônio Inspetor, Adélia, Genésio, Joana e Antônio da Luz. O povoado está localizado próxima ao distrito de Salgado pequeno, vale ressaltar que o respectivo distrito tem o nome inspirado na comunidade do Salgado Grande.

Imagem: Imagem de satélite da comunidade do Salgado Grande, Manoel Vitorino, Bahia 
Fonte: Google Earth, 2018

No início existiam poucos moradores, todos eram agricultores e viviam do que produziam nas suas terras. Nesse período Erpide Teixeira um morador da comunidade sempre reunia a pequena população e promovia grandes missas e festas em sua casa, como gostava de fazer. Aos poucos foi aumentando o número famílias e o povoado cresceu, construíram mais casas, surgiram pequenas vendas que facilitaram a compra de mantimentos e gás para os candeeiros que era principal fonte de luz naquele tempo, pois ainda não tinha energia elétrica.  Após certo período os moradores decidiram fazer uma feira onde pudesse comprar e vender suas lavouras, mas um dos moradores que detinha maior parte das terras não aceitou. Foi aí que outro povoado surgiu com o nome Salgado Pequeno, este hoje se tornou mais desenvolvido que o Salgado grande e recentemente foi promovido a distrito do município de Manoel Vitorino.  
A comunidade do Salgado Grande já passou por longos períodos de chuvas fortes com grandes enchentes que os isolava das vendas que eram muito longes.
Mais recentemente o Salgado Grande se uniu na construção da primeira igreja da comunidade, novamente durante a construção toda a população se “conectou”, onde todos contribuíram, os que não podiam dar material de construção doava seu tempo e assim também ajudava a construir. Hoje a igreja pronta tendo como padroeiro Santo Antônio, igreja essa onde atualmente se realiza missas, batizados etc. e se tornou o principal elo entre os moradores da comunidade.
            
As histórias desta série fazem parte das atividades de pesquisas desenvolvida pelos estudantes do terceiro ano do ensino médio, da Escola Municipal Marcílio Teixeira, turma 2018, promovido por estudantes da Licenciatura em Educação do Campo através do  estágio intitulado de “A História Local e o Meu Lugar na História”, que teve por intencionalidade unir os conhecimentos elaborados na educação formal e não formal através das pesquisas sobre a história local, da comunidade de cada estudante, buscando estimular a curiosidade, abordando de forma interdisciplinar temas como formação territorial, cartografia e história local.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

MINHA BIOGRAFIA, LEONARDO RODRIGUES...

Leonardo Rodrigues Bispo


Meu nome é Leonardo Rodrigues Bispo. Não sei o que influenciou meus pais a colocarem esse nome, mas também nunca perguntei a minha querida mãe, acho que foi questão de gosto mesmo. Nasci em 1987, na cidade de Jequié, Bahia, no mesmo ano em que meus pais se casaram. O fato de ter nascido em Jequié foi por conta de meus pais buscarem ter um parto hospitalar. Após esse momento fui residir em um povoado chamado Salgado Grande na cidade de Manoel Vitorino, BA.

Imagem 1: Arte representando a comunidade do salgado, por Leonardo Rodrigues.
Fonte: arquivo do estágio/Leonardo Rodrigues, 2018.

A minha mãe chama-se Zélia Rodrigues Bispo e meu pai (in memoriam) chamava-se José Macedo R. do meu nascimento até os meus cinco anos de idade morei no estado da Bahia.  Ao completar os cinco anos migrei-me para São Paulo, S.P., onde morei de favor em casas de parentes. Aos sete anos comecei a frequentar a escola, iniciei os meus estudos na Escola Estadual Carazinho, onde sofri muito com agressões físicas e bullying, comecei bem e cheguei ao 6º ano do ensino fundamental em uma outra escola chamada Escola Estadual Vila Bela, onde cursei até o 9º ano do ensino fundamental. Nesse período parei de estudar por conta de alguns problemas pessoais e após duas décadas acabei voltando as minhas origens. Atualmente já faz cinco anos que estou novamente morando no povoado do Salgado Grande.
Voltei a estudar, para mim estou cursando na melhor escola, a Escola Municipal Marcílio Teixeira, onde estou perto da conclusão do ensino médio e agradeço a Deus por ter me guiado para o caminho certo.


Terceira publicação da série "A História Local e o Meu Lugar na História" traz a autobiografia de Leonardo Rodrigues Bispo, estudante do terceiro ano do ensino médio da Escola Municipal Marcílio Teixeira.


As histórias dessa série fazem parte das atividades de pesquisas feita pelos estudantes do terceiro ano do ensino médio, turma 2018, da Escola Municipal Marcílio Teixeira, promovido por estudantes da Licenciatura em Educação do Campo através do  estágio intitulado de “A História Local e o Meu Lugar na História”, que teve por intencionalidade unir os conhecimentos elaborados na educação formal e não formal através das pesquisas sobre a história local, da comunidade de cada estudante, buscando estimular a curiosidade, abordando de forma interdisciplinar temas como formação territorial, cartografia e história local.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

HISTÓRIA DA COMUNIDADE VASSOURINHA

Sônia Rodrigues Almeida

Vassourinha é uma comunidade rural localizada a sudoeste da sede do município de Manoel Vitorino, Bahia. A origem do nome Vassourinha está relacionado a uma planta nativa, que como o próprio nome já diz era bastante usado como vassoura pelos habitantes. Segundo José Gonsalves, de 86 anos, esse nome foi dado pelos antigos moradores. Na comunidade tinha-se a cultura de construírem extensos terreiros de terra batida próximos as casas e estes acabavam sendo usados pelos animais, principalmente pelas vacas como local para dormir ou passar a noite, dessa forma os terreiros ficavam forrados de dejetos e naquela época a única vassoura que conseguia resistir e empurrar o esterco eram os feitos com a vassourinha. Esse fato, de acordo com Seu José Gonçalves, foi crucial para os moradores adotarem o nome vassourinha.

Foto 1. Planta conhecida popularmente como Vassourinha, Vassourinha Curraleira, malvinha, relógio (Sida acuta), que deu origem ao nome da comunidade Vassourinha em Manoel Vitorino, Bahia.
Foto: Reprodução
A comunidade de Vassourinha surgiu por volta do ano 1920, quando “Martile Gonçalves Sampaio”, que também é avô de Sônia Rodrigues, autora da pesquisa, veio morar onde hoje é a comunidade. Os primeiros moradores eram membros das famílias Gonsalves Sampaio, Venâncio Sampaio e Rodrigues Sampaio.
Conta o senhor José Gonçalves que essa época foi um tempo de muitas dificuldades onde tudo era de uma grande simplicidade e com muitas regras. Segundo seu José a realidade daquele tempo era muito diferente do que vivemos hoje em dia.
Segundo Sr. José, naquele tempo o povo vivia do que plantava. A mamona era considerada “o dinheiro” da época, vendiam e em troca obtinham mantimentos que não eram produzidos na sua propriedade, como tecidos, sal e outros materiais básicos para no sustento da família. A comida vinha da roça onde tinham plantações de lavouras, lá colhia arroz, feijão, mandioca, milho, batata doce e abóbora, que na época era de fartura. Na comunidade ainda tem uma casa de farinha era usada para fazer beijus e tirar goma, hoje está desativada por falta de mandioca. Na comunidade têm criação de gado, cabra, galinha, porcos e peru. Encontra-se também várias frutas nativas como podemos destacar o Umbu e o licuri.
Imagem 1: Cartografia da comunidade de Vassourinha, Manoel Vitorino, Bahia.
Fonte: arquivo do estágio/Sônia Rodrigues, 2018.

Nesse percurso, vários acontecimentos marcaram a história da comunidade, em conversa com moradores alguns fatos foram mencionados por mais de uma vez, nesse caso, podemos destacar um grande eclipse solar, onde segundo algumas pessoas luz nenhuma clareava o ambiente. Além desse eclipse aconteceram alguns eclipses lunares causando prejuízos nas plantações. Destaca-se também a ocorrência de algumas tempestades como a que ocorreu no ano de 1985, onde parte da comunidade ficou ilhada, onde os moradores não conseguiam sair de casa.
Naquela época existiam poucas estradas ligando a comunidade a outras localidades, usavam-se como transporte os cavalos e jegues, estes conseguia transitar mais facilmente pelas trilhas conhecido localmente como carreiros, comuns naquele tempo. Essa dificuldade aumentava com a chegada do período chuvoso, pois as tempestades alagavam partes da comunidade, além de muitas vezes tornar a travessia dos pequenos riachos uma aventura perigosa. A luz era de lamparina ou candeeiro. Quando alguma pessoa que ficava doente era tratada com ervas medicinais ou iam à cidade consultar um farmacêutico para medicá-lo. Os partos, por exemplo, eram feitos por parteiras muito comum nas comunidades.
Os moradores ainda mantêm algumas tradições como a festa junina, considerada a festa mais tradicional da comunidade, o natal, semana santa, festa de Santo Reis. Hoje não tem mais o pau-de-sebo, evento cultural que acontecia no período das festas juninas e acabou quebrando a tradição. Outra tradição cristã bastante presente na comunidade é a semana santa, e que ainda se preserva igual aos tempos passados, nessa ocasião as pessoas vão nas casas dos padrinhos pedir benção, levar alguns presentes. Ao final desse período tinham-se na comunidade o costume de fazer um boneco de pano, vestir roupa e depois queima-lo no sábado de páscoa, essa tradição era dado o nome de judas, o que traiu jesus, hoje não existe mais.

Meu lugar na história, Sônia Rodrigues Almeida...

Minha infância foi muito boa, brincava muito, adorava brincar de cantiga de roda, pular amarelinha, pular corda, de casinha fazendo comidinhas. Meu pai trabalhava na roça plantando lavouras tipo: milho, feijão, melancia, mandioca. Tínhamos algumas vacas, porcos, galinhas e perus, o leite era tirado e dividido com as pessoas da comunidade.
Agora tudo está melhor, houve muitas conquistas na nossa comunidade, como por exemplo: a energia elétrica, água encanada, cisternas em todas as casas, os caminhões pipas trazem água para a comunidade, transporte escolar, internet, temos também a associação que fundamos em 11 de junho de 2011. Agora estamos construindo a sede da associação para que possamos trazer cursos para a nossa comunidade, era para a nossa comunidade está bem mais evoluída, mas muitas pessoas saíram para são Paulo em busca de trabalho.

Segunda publicação da série "A História Local e o Meu Lugar na História" traz a história da comunidade de Vassourinha. Pesquisa desenvolvida Sônia Rodrigues Almeida, estudante do terceiro ano do ensino médio.


As histórias fazem parte das atividades de pesquisas feita pelos estudantes do terceiro ano do ensino médio, turma 2018, promovido por estudantes da Licenciatura em Educação do Campo através do  estágio intitulado de “A História Local e o Meu Lugar na História”, que teve por intencionalidade unir os conhecimentos elaborados na educação formal e não formal através das pesquisas sobre a história local, da comunidade de cada estudante, buscando estimular a curiosidade, abordando de forma interdisciplinar temas como formação territorial, cartografia e história local.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

A HISTÓRICA FAZENDA GUIGÓ


Foto: Paulo Oliveira.

Guigó é o nome de uma árvore medicinal africana, do estado insular de São Tomé e Príncipe, colônia portuguesa entre 1470 e 1975. Designa ainda uma espécie brasileira de macaco, descrita em 1999, ameaçada de extinção por causa do desmatamento da Mata Atlântica.

Guigó também é o nome de uma fazenda, construída estrategicamente a 930 metros de altura, no ponto mais alto do distrito de Catingal, em Manoel Vitorino (BA), onde os conflitos por disputa de terras eram intensos, escravos fugidos buscavam refúgio e cangaceiros agiam.


Coronel Nonô mudou para a fazenda Guigó em 1914, foto: reprodução


O local pertence à família Meira há mais de um século, faz parte de um cenário fabuloso e é conhecida por seus muros de pedras, construídos por escravizados. Apesar de sua importância histórica, a fazenda, erguida na segunda metade do século XVIII, provavelmente em 1890, é desconhecida até mesmo para a maioria dos moradores da região.

Yuri Rocha Meira Magalhães, tataraneto do coronel Nonô, historiador da família e morador em Poções (BA), nos passou informações baseadas em documentos e em relatos orais dos descendentes de Martiniano Meira Castro, o coronel Nonô, tenente-coronel da 66ª brigada e comandante do 131º batalhão de cavalaria do Exército, e Elisia de Vasconcelos Meira, a Sinhazinha, prima e esposa do militar.


Casa grande da fazenda Guigó, em 1952, esta foto está na sala principal do imóvel. Reproduçãõ

Nonô, nasceu em 1860 e foi criado na Fazenda Serra Talhada, hoje em ruínas. Após o casamento com Sinhazinha, em 1884, mudou-se para a Fazenda Paraíso, no município de Mirante, onde permaneceu até 1914, quando a propriedade foi vendia para um grupo de ingleses, liderados por Edgard Messeder, interessado em explorar látex de maniçoba. A negociação fez o casal e seus filhos se mudarem para a Fazenda Guigó, onde o militar morreu em 1928. Dona Sinhazinha faleceu 21 anos, em Jequié, na casa da filha Vinda.

Os Meira, descendente de portugueses que se fixaram no Brasil no século XVIII e fundaram a cidade de Brumado (BA) e a vila de Catingal, eram os maiores proprietários de escravos da região, principalmente o major Martiniano de Souza Meira, pai de Nonô. Também teriam sido eles que expulsaram grupos de cangaço que ocuparam Catingal por longo período. Yuri nega esta informação, dizendo que os antepassados eram mediadores e não violentos

Fernando Souza Meira, um dos donos da fazenda Guigó. Foto: Paulo Oliveira.
Hoje a fazenda Guigó pertence a neta de Nonô, Carmélia Vasconcelos, ao marido dela Francisco Novaes Machado, a um filho do casal e ao genro Fernando de Souza Meira, 46 anos, criadores de gado leiteiro e de corte.

CENÁRIO CINEMATOGRÁFICO

A beleza da Fazenda Guigó impressiona. Poucos metros depois da porteira, do lado direito, há um dos muros de pedras que teriam sido construídos pelos escravizados à serviço de Nonô e Sinhazinha. O casal, segundo informações, chegou a ter 80 escravos

As árvores, vegetação e reservatórios de água construídos nas pedras impressionam. No entanto, a casa grande sofreu muitas alterações: as telhas de barro de um terço do telhado foram trocadas por amianto; internamente, o teto foi rebaixado, pois segundo Fernando Meira, no local fazia muito frio, principalmente em junho; a cozinha foi modernizada; fotos antigas da propriedade revelam que as grades, portão de madeira e colunas originais foram retiradas da varanda na entrada do imóvel.

Os vestígios de opulência do passado são poucos. Na sala, penduradas ao lado de um cravinote (arma antiga, carregada pela boca com pólvora e chumbo de grosso calibre) estão os estribos, que seriam de prata, de um silhão (sela grande usada por mulheres que cavalgavam de saia).

Fernando Meira reclama que a propriedade “dá trabalho demais” e que tem dificuldade para encontrar funcionários. Sua esperança é explorar turismo histórico no local. No entanto, se queixa da falta de apoio da prefeitura de Manoel Vitorino.

“O prefeito atual veio, tirou fotos, achou bonito, mas não fez nada. Para manter a fazenda é preciso dinheiro, um bom acesso e energia elétrica. O projeto de eletrificação rural parou a três quilômetros daqui. Quando eu tiver 90 anos não quero mais. A estrutura tem que ser implantada enquanto a pessoa tem condições de progredir” – reclama.

A outra propriedade histórica dos Meira na região é mais antiga, apesar de se chamar Fazenda Nova. Ela foi construída pelo pai do coronel Nonô, em 1858, e coube de herança a Netto Meira. Segundo Yuri, está mais preservada e possui vestígios do tempo da escravatura.

A matéria completa e videos do local você encontra no site do projeto "Meus Sertões", escrita pelo Jornalista Paulo Oliveira, a quem direcionamos todos os créditos.

O projeto Meus Sertões tem por objetivo descobrir e contar histórias relacionadas às 1.262 cidades do semiárido brasileiro. A região, que compreende dez estados desde novembro de 2017, tem cerca de 28 milhões de habitantes e 1.127.953 km² - aproximadamente três vezes o tamanho da Alemanha.

PAULO OLIVEIRA EDITOR
Jornalista, 55 anos, traz no sangue a mistura de carioca com português. Em 1998, após trabalhar em alguns dos principais jornais, assessorias e sites do país, foi para o Ceará e descobriu um novo mundo. Há dez anos trabalha na Bahia, mas suas andanças não param. Formou comunicadores populares nas favelas do Rio e treinou jornalistas em Moçambique, na África. Conhece 14 países e quase todos os estados brasileiros. Suas reportagens ganharam prêmios de direitos humanos e de jornalismo investigativo.


quarta-feira, 30 de maio de 2018

A HISTÓRIA DA COMUNIDADE DA BARRACA

Na primeira publicação da série "A História Local e o Meu Lugar na História" vamos trazer a história da comunidade da Barraca, situada a cerca de 24 km da sede do município de Manoel Vitorino, Bahia. A pesquisa de campo foi desenvolvida Débora Porto Joaquim, estudante do terceiro ano do ensino médio. 

BARRACA

É uma comunidade rural que está situada a cerca de 24 km da sede do município de Manoel Vitorino, Bahia, conta com poucos habitantes, dentro os quais, a maioria são familiares da estudante pesquisadora Débora Porto. A comunidade tem sua renda principalmente da produção agrícola. As áreas plantadas possuem uma grande variedade de culturas, tais como: feijão, milho, melancia, maxixe, abóbora e mandioca.
Mapa da comunidade da Barraca, Manoel Vitorino, Bahia, identificando as áreas com vegetação, casas, a hidrografia etc. 

ORIGEM DO NOME

De acordo com o relato da Dona Ana Maria, antigos moradores trabalhavam no cultivo e na retirada do “pó de palha” do licuri, palhas que depois eram destinadas a alimentação dos animais ou vendiam em pequenas barracas, daí a origem do nome.

OS PRIMEIRO MORADORES

Os primeiros moradores da localidade que se tem conhecimento, foram a senhora Ana Francisca e o senhor Patrício, que eram donos de muitas terras, as quais depois foram sendo transferidas para seus descendentes ou vendidas a outros fazendeiros.

ATIVIDADES CULTURAIS

São muitas as crendices, culturas e atividades locais, mas as principais e mais esperadas comemorações são sempre as festas juninas, o quase extinto “Terno de Reis”, as festas de Santo Antônio, as quermesses e as comemorações de natal.

EVENTOS CULTURAIS EXTINTOS

Muitas tradições pouco valorizadas com o passar do tempo foram se modificando ou ficando esquecida na memória dos mais velhos. As festas da colheita do pó-de-palha é uma delas, eram muito esperadas naquela época, mas hoje em dia passou a ser algo irrelevante. Outra atividade cultural que foi extinta da localidade foram os jogos populares, que reuniam quase toda a população, tais como: “Maria fumaça”, “Comadre fofoqueira”, entre outras.

MARCOS OCORRIDOS

Antigamente as enchentes eram muito comuns, haviam estações em que não se cultivava ou colhia nada da terra, assim como, nas lastimáveis estações de seca. Outro marco histórico que ainda é lembrado pelas pessoas mais velhas da comunidade foi um Eclipse, que ocorreu em uma época onde as pessoas “pouco se sabia” a respeito dos fenômenos da natureza e assustou a todos os moradores da comunidade, que incrédulos imaginavam ser o fim da humanidade.

CONQUISTAS RECENTES

Nos últimos anos uma das conquistas crucias foram a chegada das cisternas 16 mil litros, que garante água por praticamente o ano todo para os habitantes, além do projeto de transportação de água por meio de caminhões pipas. Outro projeto de grande importância foi a chegada da energia elétrica, o qual nos permite um novo e melhor modo de vida.

A história a descrita, faz parte das atividades de pesquisas feita pelos estudantes do terceiro ano do ensino médio sobre a história das suas comunidades de origem. As atividades de pesquisa foram coordenadas por estudantes da Licenciatura em Educação do Campo através do estágio intitulado de “A História Local e o Meu Lugar na História”, que teve por intencionalidade unir os conhecimentos elaborados na educação formal e não formal através das pesquisas sobre a história local, da comunidade de cada estudante, buscando estimular a curiosidade, abordando de forma interdisciplinar temas como formação territorial, cartografia e história local.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

A HISTÓRIA LOCAL E O MEU LUGAR NA HISTÓRIA

O blog da Escola Marcílio Teixeira em parceria com estudantes da UFRB e alunos do "Terceirão 2018", irá promover uma série de publicações contando a história do Salgado e comunidades circunvizinhas. 

     As histórias fazem parte das atividades de pesquisas feita pelos estudantes do terceiro ano do ensino médio, turma 2018, promovido por estudantes da Licenciatura em Educação do Campo através do  estágio intitulado de “A História Local e o Meu Lugar na História”[1] , que teve por intencionalidade unir os conhecimentos elaborados na educação formal e não formal através das pesquisas sobre a história local, da comunidade de cada estudante, buscando estimular a curiosidade, abordando de forma interdisciplinar temas como formação territorial, cartografia e história local.


     O  estágio buscou problematizar de forma dialógica a abordagem de temáticas  relacionada ao processo de formação territorial, identitária e cultural das comunidades de origem dos educandos e, nesse contexto, contribuir para a construção do conhecimento crítico dos educandos sobre o tema, partindo do local, expandindo para o global e consequentemente perceber as influências deste sobre o local, a fim de diagnosticar e refletir como se deu historicamente o processo de formação territorial e cultural da comunidade, além de buscar perceber os impactos que estas sofreram durante esse tempo. Nesse sentido Fagundes (2006) fala que o interesse pela história local parte do entendimento de que o local, na condição de objeto de estudo e de ensino, oferece novas possibilidades de análise, quando confrontado com escalas espaciais mais amplas, como a regional, a nacional e a mundial (FAGUNDES, 2006 p. 21).

  A proposta trazida no plano busca afastar-se da ideia extensionista de levar um conhecimento/conteúdo pronto e fechado aos educandos, pois segundo Freire (1985, p. 46) a educação é comunicação, é diálogo, na medida em que não é a transferência de saber, mais o encontro de sujeitos interlocutores que buscam a significação dos significados e, dessa forma, as atividades do estágio mediadas pelos estagiários e dialogada com e pelos próprios educandos. O estágio tem como métodos o uso de oficinas pedagógicas e elaboração de técnicas de cartografia na descrição das comunidades, dessa forma, espera-se instigar o aprendizado e a interação dos educandos nas aulas, além de os instigar a construir o próprio conhecimento a partir da pesquisa, transformando a memória e o conhecimento sobre o local em história escrita.

      A Escola Municipal Marcílio Teixeira (EMMT). A EMMT está localizada no distrito do Salgado, no município de Manoel Vitorino- BA, funciona em dois períodos, matutino e vespertino, possui nove salas de aulas, biblioteca/sala de vídeo, diretoria, cozinha, área de serviço e quadra poliesportiva, atendendo crianças e adolescentes, atendendo no total de 324 aluno

      O período do estágio ocorrerá entre os dias 10 de abril a 31 de maio de 2018, nas turmas de 3º ano do ensino médio, turnos matutino e vespertino, a primeira é composta por 11 educandos, sendo 7 do sexo feminino e 4 do sexo masculino, de quatro comunidades distintas. A segunda turma é composta por 16 adolescentes, sendo 10 do sexo feminino e 6 do sexo masculino, identificados como sendo de oito comunidade distintas, em ambas as turmas todos os educandos são oriundos do campo.

[1] Título inspirado na Tese de Doutorado de José Evangelista Fagundes, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), intitulada de “A história local e seu lugar na história: histórias ensinadas em Ceará-Mirim”, defendida no ano de 2006.
                                                    

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

A Escola Marcílio Teixeira recebeu nesta última quarta-feira a III Edição dos Jogos Estudantis Internos

A Escola Municipal Marcílio Teixeira através da Prefeitura de Manoel Vitorino e da Secretaria Municipal de Educação realizou na última quarta-feira a III Edição dos Jogos Estudantis Internosn no Povoado do Salgado.
O evento contou com a participação de várias escolas do município, competindo em várias modalidades esportivas como: futebol, futsal (feminino e masculino), baleado, etc. 

      Foto: Marlene Costa
      Foto: Marlene Costa