quarta-feira, 30 de maio de 2018

A HISTÓRIA DA COMUNIDADE DA BARRACA

Na primeira publicação da série "A História Local e o Meu Lugar na História" vamos trazer a história da comunidade da Barraca, situada a cerca de 24 km da sede do município de Manoel Vitorino, Bahia. A pesquisa de campo foi desenvolvida Débora Porto Joaquim, estudante do terceiro ano do ensino médio. 

BARRACA

É uma comunidade rural que está situada a cerca de 24 km da sede do município de Manoel Vitorino, Bahia, conta com poucos habitantes, dentro os quais, a maioria são familiares da estudante pesquisadora Débora Porto. A comunidade tem sua renda principalmente da produção agrícola. As áreas plantadas possuem uma grande variedade de culturas, tais como: feijão, milho, melancia, maxixe, abóbora e mandioca.
Mapa da comunidade da Barraca, Manoel Vitorino, Bahia, identificando as áreas com vegetação, casas, a hidrografia etc. 

ORIGEM DO NOME

De acordo com o relato da Dona Ana Maria, antigos moradores trabalhavam no cultivo e na retirada do “pó de palha” do licuri, palhas que depois eram destinadas a alimentação dos animais ou vendiam em pequenas barracas, daí a origem do nome.

OS PRIMEIRO MORADORES

Os primeiros moradores da localidade que se tem conhecimento, foram a senhora Ana Francisca e o senhor Patrício, que eram donos de muitas terras, as quais depois foram sendo transferidas para seus descendentes ou vendidas a outros fazendeiros.

ATIVIDADES CULTURAIS

São muitas as crendices, culturas e atividades locais, mas as principais e mais esperadas comemorações são sempre as festas juninas, o quase extinto “Terno de Reis”, as festas de Santo Antônio, as quermesses e as comemorações de natal.

EVENTOS CULTURAIS EXTINTOS

Muitas tradições pouco valorizadas com o passar do tempo foram se modificando ou ficando esquecida na memória dos mais velhos. As festas da colheita do pó-de-palha é uma delas, eram muito esperadas naquela época, mas hoje em dia passou a ser algo irrelevante. Outra atividade cultural que foi extinta da localidade foram os jogos populares, que reuniam quase toda a população, tais como: “Maria fumaça”, “Comadre fofoqueira”, entre outras.

MARCOS OCORRIDOS

Antigamente as enchentes eram muito comuns, haviam estações em que não se cultivava ou colhia nada da terra, assim como, nas lastimáveis estações de seca. Outro marco histórico que ainda é lembrado pelas pessoas mais velhas da comunidade foi um Eclipse, que ocorreu em uma época onde as pessoas “pouco se sabia” a respeito dos fenômenos da natureza e assustou a todos os moradores da comunidade, que incrédulos imaginavam ser o fim da humanidade.

CONQUISTAS RECENTES

Nos últimos anos uma das conquistas crucias foram a chegada das cisternas 16 mil litros, que garante água por praticamente o ano todo para os habitantes, além do projeto de transportação de água por meio de caminhões pipas. Outro projeto de grande importância foi a chegada da energia elétrica, o qual nos permite um novo e melhor modo de vida.

A história a descrita, faz parte das atividades de pesquisas feita pelos estudantes do terceiro ano do ensino médio sobre a história das suas comunidades de origem. As atividades de pesquisa foram coordenadas por estudantes da Licenciatura em Educação do Campo através do estágio intitulado de “A História Local e o Meu Lugar na História”, que teve por intencionalidade unir os conhecimentos elaborados na educação formal e não formal através das pesquisas sobre a história local, da comunidade de cada estudante, buscando estimular a curiosidade, abordando de forma interdisciplinar temas como formação territorial, cartografia e história local.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

A HISTÓRIA LOCAL E O MEU LUGAR NA HISTÓRIA

O blog da Escola Marcílio Teixeira em parceria com estudantes da UFRB e alunos do "Terceirão 2018", irá promover uma série de publicações contando a história do Salgado e comunidades circunvizinhas. 

     As histórias fazem parte das atividades de pesquisas feita pelos estudantes do terceiro ano do ensino médio, turma 2018, promovido por estudantes da Licenciatura em Educação do Campo através do  estágio intitulado de “A História Local e o Meu Lugar na História”[1] , que teve por intencionalidade unir os conhecimentos elaborados na educação formal e não formal através das pesquisas sobre a história local, da comunidade de cada estudante, buscando estimular a curiosidade, abordando de forma interdisciplinar temas como formação territorial, cartografia e história local.


     O  estágio buscou problematizar de forma dialógica a abordagem de temáticas  relacionada ao processo de formação territorial, identitária e cultural das comunidades de origem dos educandos e, nesse contexto, contribuir para a construção do conhecimento crítico dos educandos sobre o tema, partindo do local, expandindo para o global e consequentemente perceber as influências deste sobre o local, a fim de diagnosticar e refletir como se deu historicamente o processo de formação territorial e cultural da comunidade, além de buscar perceber os impactos que estas sofreram durante esse tempo. Nesse sentido Fagundes (2006) fala que o interesse pela história local parte do entendimento de que o local, na condição de objeto de estudo e de ensino, oferece novas possibilidades de análise, quando confrontado com escalas espaciais mais amplas, como a regional, a nacional e a mundial (FAGUNDES, 2006 p. 21).

  A proposta trazida no plano busca afastar-se da ideia extensionista de levar um conhecimento/conteúdo pronto e fechado aos educandos, pois segundo Freire (1985, p. 46) a educação é comunicação, é diálogo, na medida em que não é a transferência de saber, mais o encontro de sujeitos interlocutores que buscam a significação dos significados e, dessa forma, as atividades do estágio mediadas pelos estagiários e dialogada com e pelos próprios educandos. O estágio tem como métodos o uso de oficinas pedagógicas e elaboração de técnicas de cartografia na descrição das comunidades, dessa forma, espera-se instigar o aprendizado e a interação dos educandos nas aulas, além de os instigar a construir o próprio conhecimento a partir da pesquisa, transformando a memória e o conhecimento sobre o local em história escrita.

      A Escola Municipal Marcílio Teixeira (EMMT). A EMMT está localizada no distrito do Salgado, no município de Manoel Vitorino- BA, funciona em dois períodos, matutino e vespertino, possui nove salas de aulas, biblioteca/sala de vídeo, diretoria, cozinha, área de serviço e quadra poliesportiva, atendendo crianças e adolescentes, atendendo no total de 324 aluno

      O período do estágio ocorrerá entre os dias 10 de abril a 31 de maio de 2018, nas turmas de 3º ano do ensino médio, turnos matutino e vespertino, a primeira é composta por 11 educandos, sendo 7 do sexo feminino e 4 do sexo masculino, de quatro comunidades distintas. A segunda turma é composta por 16 adolescentes, sendo 10 do sexo feminino e 6 do sexo masculino, identificados como sendo de oito comunidade distintas, em ambas as turmas todos os educandos são oriundos do campo.

[1] Título inspirado na Tese de Doutorado de José Evangelista Fagundes, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), intitulada de “A história local e seu lugar na história: histórias ensinadas em Ceará-Mirim”, defendida no ano de 2006.